quarta, 11 de janeiro de 2017 - 12:34h
Casos de malária têm redução de 7% em 2016 no Amapá
Em 2015 foram registrados 13.068 casos em todo o Estado, já em 2016 foram 11.520.
Por: Elmano Pantoja
Foto: Arquivo Sesa
Os diagnósticos precisos são a grande arma para o combate à doença

De acordo com dados disponibilizados pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), houve uma redução de 7% nos casos de malária no Amapá entre os anos de 2015 e 2016. Os números mostram que de janeiro a dezembro de 2015 foram confirmados 13.068 casos em todo o Estado, já em 2016 foram 11.520.

Mesmo com a diminuição, a CVS continua monitorando e avaliando as ações executadas pelos municípios, principalmente aqueles que são considerados como área de risco, entre eles Mazagão, Santana, Macapá, Pedra Branca, Serra do Navio, Tartarugalzinho, Porto Grande e Calçoene (garimpo do Lourenço).

Segundo o chefe de Vigilância Ambiental da CVS, Emanuel Bentes, a maior parte dos casos se concentra em Mazagão. "No ano passado, em Mazagão, foram 2.311 diagnósticos positivos de malária, concentrando o maior número de casos do Estado. O município sempre liderou as estatísticas de malária devido a geografia", explicou.

De acordo com exames analisados, existem no Amapá quatro tipos de protozoário que causam a malária: o plasmodium falciparum, que agride mais o organismo; o vivax, forma mais branda e de maior predominancia no Estado; a mista (vivaxe falciparum) e o plasmodium malariae.

Os dados mostram que no geral houve queda nos casos de malária. Porém, a do tipo falciparum teve um aumento significativo de 645 em 2015 para 1.195 no ano passado. "Os números do tipo falciparum nos causou espanto, mas a doença pode não ter sido contraida no Amapá e sim importada de outro estado. Em Almerim, município do Pará que faz fronteiro com o Amapá, tem uma área de garimpo recém-criada. Os casos  podem ter sido importados de lá", acredita Emanuel.

As áreas de garimpo, pela precariedade e condições ambientais, têm tendência de concentrar casos de malária. Em Calçoene, dos 1.346 e casos da doença, 95% são do garimpo do Lourenço.

Fique atento aos sintomas

Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção por falciparum, os sintomas correntes é a rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça.

Prevenção

É de responsabilidade dos municípios a borrifação intradomiciliar, que ajuda na redução da doença com a eliminação dos mosquitos do gênero anofeles. A utilização de mosquiteiros e repelentes também auxiliam no combate.

Tratamento

O tratamento da malária envolve medidas de suporte assim como medicamentos disponibilizados nas Unidades Básicas de Saúde. Com tratamento apropriado a pessoa pode esperar recuperação total da doença.

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