Governador Camilo Capiberibe recebe professores e apresenta proposta limite para o fim da greve

Educadores atenderam ao convite e foram ao Palácio do Setentrião reunir-se com o governador Camilo Capiberibe e o promotor do Ministério Público, Roberto Álvares, foi testemunha das propostas pré-acordadas. Durante três horas e meia foram expostas todas as dificuldades, possibilidades e justificativas dos dois lados.

O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap) não havia aceitado as propostas apresentadas anteriores e continuou com a greve, que já dura mais de 30 dias. Na conversa desta terça-feira, 22, em tom ameno e respeitador, o Sindicato discutiu junto com o governador, que colocou na mesa a última proposta possível e a responsabilidade nas mãos da categoria.

A última proposta feita pelo Estado foi um reajuste de 15,56%, o maior concedido nos últimos 16 anos, que não foi aceita pelos sindicalistas que reivindicaram mais 5%. Mesmo com todas as explicações técnicas baseadas em relatórios e análises financeiras do impacto na folha de pagamento, o Sindicato se manteve irredutível e os alunos continuaram fora das salas.

Os maiores transtornos são ocasionados pela falta de aula, que atrasa o ano escolar e prejudica o ensino, se tornando um empecilho principalmente para quem vai prestar vestibular.

A situação levou dezenas de mães à Defensoria Pública, onde denunciaram o caso. O promotor Roberto Álvares falou durante a reunião que deve haver ponderação dos dois lados para que haja consenso. \"É necessário avançar. A greve tem que acabar. A demanda no MP envolvendo crianças e adolescentes é muito grande causada pelo prejuízo da greve\", disse o promotor. O governador deixou claro que a proposta valoriza o professor e vai permitir que outros setores da educação obtenham investimentos.

No final, o governador Camilo Capiberibe e os integrantes da Mesa de Negociação apresentaram uma proposta por escrito mantendo os pontos de convergência da última tentativa de negociação entre as partes. A proposta beneficia professores, pedagogos e especialistas em educação. No teor dos itens foi proposto que:

O governo do Estado concederá complementação do Piso Salarial aos professores que não alcançaram o Piso Nacional após a concessão do reajuste salarial (8% + 7,56% totalizando 15,56%) ou somente a concessão do reajuste salarial (8% + 8,56% totalizando 16,56%); garantir aos professores da classe A para a Classe C, conforme cronograma que será instituído, desarquivando os processos referentes a estas promoções que ainda estão na Comissão Permanente de Valorização dos Profissionais da Educação Básica (CPVPEB/Seed), após reunião a ser agendada com a participação do governo do Estado, Ministério Público do Estado, Tribunal de Justiça do Amapá e o Sinsepeap, em consenso, a respeito da decisão exarada pelo Tribunal de Justiça sobre a inconstitucionalidade das referidas promoções; atualização das progressões a partir do mês de julho de 2012, com pagamento do retroativo parcelado em três vezes; Calendário Unificado - Seed e Sinsepeap, realizarão estudos técnicos para a solução do Calendário Escolar 2012.

Além de devolução de professores para Seed - no período de greve será avaliada pela Secretaria de Educação; aulas irregulares no período da greve tornar-se-ão nulas. Aulas regulares serão validadas; profissionais da Educação em estágio probatório não sofrerão sanções administrativas por terem participado da greve; os professores vinculados ao Parfor serão ouvidos no Fórum do Programa para a construção do calendário acadêmico ? Parfor; garantia das férias de julho de 2012; garantia de reposição das aulas de modo presencial, conforme o novo calendário escolar; Calendário Escolar específico do SOME, com reposição presencial sem aceleração e fim imediato da greve.

O governador Camilo Capiberibe assinou a proposta entregue formalmente aos representantes do Sindicato, que tiveram a liberdade de opinar sobre alterações no texto da proposta, de acordo com o que foi discutido. \"Estamos nos reencontrando, acredito que pela última vez nessa negociação, porque os sindicalistas queriam conversar comigo e aqui estamos. A conversa aconteceu com objetividade e creio que fomos entendidos, assim como procuramos entender cada ponto colocado pelo sindicato. Temos que progredir, melhorar gradualmente e estamos no caminho\", disse o governador.

O presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo e os demais sindicalistas apresentaram a proposta aos professores grevistas, acampados em frente ao Palácio do Setentrião. Uma assembleia está marcada para esta quinta-feira, 24, onde será definido pela maioria o enceramento ou não da greve. \"Fizemos o máximo, esgotamos todas as possibilidades. Nenhum governo deu o que estamos ofertando. Não acredito que os professores irão preferir continuar a greve\", finalizou o governador.

Mariléia Maciel/Secom
Assessora de Comunicação Social
Secretaria de Estado da Comunicação Social

Galeria de Fotos

1999-2011 Governo do Estado do Amapá - Todos os Direitos Reservados